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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os Sonhadores

The Dreamers (Reino Unido), Innocents (França), I sognatori (Itália) (br / pt: Os sonhadores) é um filme ítalo-franco-britânico de 2003, do género drama, realizado por Bernardo Bertolucci. O filme é baseado no romance de Gilbert Adair chamado The Holy Innocents, em português, Os Inocentes Sagrados. Adair foi quem elaborou o roteiro do filme.


Sinopse: Em maio de 1968, o jovem estadunidense Matthew, estudante de intercâmbio, vai para Paris para estudar francês. Completamente apaixonado por cinema, ele rapidamente faz amizade com a jovem francesa Isabelle e seu irmão gêmeo Theo. Os três têm, em comum, uma enorme paixão pelo cinema, sobretudo cinema clássico. A amizade entre eles começa a florescer. Matthew passa a descobrir uma intimidade fora do comum, da qual os irmãos franceses compartilham, em meio a jogos psicológicos sob a temática do cinema clássico. Matthew fica inicialmente confuso e impactado, mas aos poucos começa a ser atraído para o mundo deles. Por todo o tempo eles vivenciam uma paixão mútua e isolam-se totalmente do mundo, distanciando-se completamente do contexto conturbado em que vivia a França em maio de 1968. Entretanto, o profundo relacionamento entre eles é abruptamente interrompido, quando percebem o enorme estardalhaço vindo das ruas de Paris. Havia estourado uma grande rebelião de estudantes e, como que se acordassem de um sonho, decidem unir-se ao movimento.


Ficha técnica:
* título original:The Dreamers
* gênero:Drama
* duração:02 hs 10 min
* ano de lançamento:2005
* site oficial:http://www.the-dreamers.com/
* estúdio:Fiction Films / Peninsula Films / Recorded Picture Company / Hachette Première / Kushner-Locke Company / Murakami-Wolf Productions
* distribuidora:Fox Searchlight Pictures
* direção: Bernardo Bertolucci
* roteiro:Gilbert Adair
* produção:Jeremy Thomas
* fotografia:Fabio Cianchetti
* direção de arte:
* figurino:Louise Stjernsward
* edição:Jacopo Quadri


Elenco:
* Michael Pitt (Matthew)
* Louis Garrel (Theo)
* Eva Green (Isabelle)
* Robin Renucci (Pai)
* Anna Chancellor (Mãe)


Referências a outros filmes:
* Bande à part
o Isabelle, Theo e Matthew correndo no Louvre, tentando quebrar o recorde (9 minutos e 43 segundos) de Bande à part.
* Freaks
o Isabelle e Theo aceitam Matthew depois da corrida no museu, dizendo: "We accept him, one of us"
* Persona
o Pôster de Liv Ullman e Bibi Andersson em Persona no apartamento de Matthew.
* La Chinoise
o Pôster do filme no quarto dos gêmeos.
* Queen Christina
o Isabelle atua imitando a personagem de Greta Garbo, dizendo "memorizes the room" na primeira noite que Matthew dorme em sua casa.
* Mouchette
o Depois que Isabelle tenta matar os três com gás de cozinha, fecha os olhos e passam cenas do suicídio de Mouchette.
* Shock Corridor
o É o filme que Matthew está assistindo no cinema, quando ele diz que gosta de sentar na frente para ser o primeiro a receber as imagens.


Curiosidades:
* Jake Gyllenhaal, Jerist Aguilar e Leonardo DiCaprio foram contactados para o papel do personagem Mathew. Gyllenhaal não aceitou pela natureza erótica de algumas das cenas. DiCaprio não pôde aceitar por estar participando da pré-produção do filme The Aviator.

* O livro continha um ménage à trois (com cenas explicitamente gays), mas Bertolucci decidiu cortar todas as referências excessivas a homossexualidade no filme. Apesar da insistência dos fãs, estas cenas sequer foram gravadas.

* Não estava programado para o cabelo de Eva Green pegar fogo, mas a atriz reagiu tão calmamente ao episódio que Bertolucci resolveu incluir a cena na edição final.

* O filme não foi bem recebido pela crítica francesa. O diretor Bertolucci sofreu também duros ataques da crítica italiana. No Brasil, foi o filme mais visto no Festival do Rio, bem como na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.


Comentário:

Se o cinema é uma religião, “Os sonhadores”, de Bertolucci, é a missa. Dez razões para isso:

1) O longa é uma confissão de fé e paixão ao cinema, em que o diretor homenageia seus filmes favoritos.

2) Estruturada em tricotomias, a obra de Bertolucci pode ser alicerçada no trinômio cinema-sexo-política.

3) A 7ª arte tem sua história reinventada através da trajetória dos protagonistas. A reclusão dos três no apartamento é a metáfora da sala escura, que isola os espectadores dos problemas externos - o que eles vivem ali é cinema, enquanto nas ruas o maio de 1968 acontece. A sua relação reflete as três fases do cinema: a inocência da era muda, reforçada pela linguagem corporal, quando se conhecem; o prazer e a beleza do período clássico, no desenvolvimento da amizade; o questionamento do cinema moderno, quando Matthew (Michael Pitt) se pergunta o que eles estão realmente fazendo no apartamento.

4) Três vertentes da política se encontram nos personagens de Theo (Louis Garrel), o pensamento revolucionário que age; seu pai (Robin Renucci), um poeta desencantado e anarquista acomodado; e Matthew, que se declara um pacifista - o revolucionário utópico irrealizado.

5) O sexo tem seu vértice na bela Isabelle (Eva Green), que desperta desejo e medo com sua volúpia. Na tradição de Bertolucci, em que sexo é prazer, castigo e transformação, a fotografia de Fabio Cianchetti compõe belos planos com os corpos dos três jovens, num explícito que não é gratuito (“Ken Park”) nem etéreo (“Filme de amor”).

6) A trilha mescla o rock’n’roll e o clássico, reflexo da discussão sobre contestação política e cinema.

7) Cenas e diálogos têm múltiplas interpretações e significados, como no jantar em que o discurso sobre um isqueiro mostra como Michael se encaixa de imediato no ambiente da família de Theo e Isabelle.

8) A teoria de que, em uma revolução, o que importa é a transformação do sujeito e não os motins nas ruas. “Os sonhadores” é sobre maio de 68, mas não explora as imagens redundantes das manifestações. Os conflitos vividos pelos personagens no apartamento é um retrato muito mais interessante do que aquele período representa.

9) Uma metáfora do final do filme, em que Bertolucci prova que o socialismo utópico só se realiza no cinema: o povo se farta de vinho e prazer, numa comunhão provida pelo “Estado” (ou o responsável pela ordem).

10) A beleza das imagens e interpretações é tão apaixonante que, mesmo o filme sendo um banquete de referências cinematográficas, não é preciso conhecê-las para comungar de seu sabor.

Você não tem que ser um expert para apreciar “Os sonhadores”. Basta amar o cinema. Nesse caso, o filme é obrigatório. E quem sou eu para dar nota a Bernardo Bertolucci.


Trailer Oficial:


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Homem Que Copiava


Um jovem de 20 anos que trabalha na fotocopiadora de uma papelaria se apaixona por sua vizinha, passando a observá-la e buscando meios de se aproximar dela. Dirigido por Jorge Furtado (Houve uma Vez Dois Verões) e com Lázaro Ramos, Leandra Leal, Luana Piovani, Pedro Cardoso e Paulo José no elenco.

Sinopse: André (Lázaro Ramos) é um jovem de 20 anos que trabalha na fotocopiadora da papelaria Gomide, localizada em Porto Alegre. André mora com a mãe e tem uma vida comum, basicamente vivendo de casa para o trabalho e realizando sempre as mesmas atividades. Num dia André se apaixona por Sílvia (Leandra Leal), uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, André descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para sua mãe.

Ficha técnica:
título original: O Homem que Copiava
gênero: Comédia Romântica
duração: 02 hs 03 min
ano de lançamento: 2002
site oficial:
http://www.ohomemquecopiava.com.br
estúdio: Casa de Cinema de Porto Alegre
distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
direção: Jorge Furtado
roteiro: Jorge Furtado
produção: Luciana Tomasi e Nota Goulart
fotografia: Alex Sernambi
direção de arte: Fiapo Barth
figurino: Rô Cortinhas
edição: Giba Assis Brasil


Elenco:
Lázaro Ramos (André)
Leandra Leal (Sílvia)
Luana Piovani (Marinês)
Pedro Cardoso (Cardoso)
Paulo José (Paulo)
Júlio Andrade (Feitosa)
Carlos Cunha (Antunes)

Trailer Oficial:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Meu Tio Matou Um Cara


Meu Tio Matou um Cara é um filme brasileiro de 2004, do gênero comédia, dirigido por Jorge Furtado. O filme é ambientado na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Foi produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre.

Sinopse: Meu Tio Matou um Cara é um filme jovem, uma comédia romântica e policial na qual Duca (Darlan Cunha), de 15 anos, faz de tudo para provar a inocência do tio (Lázaro Ramos), preso ao confessar ter matado um cara. Duca tem certeza de que o tio está assumindo o crime para livrar a namorada, Soraia (Deborah Secco), ex-mulher do morto. E, no meio de toda essa ação, Duca ainda tenta conquistar o coração de Isa (Sophia Reis), uma colega de escola que parece estar mais interessada em seu melhor amigo, Kid (Renan Gioelli). Duca envolve os dois na investigação e no final... bom, aí só vendo o filme.

Ficha técnica:
título original: Meu Tio Matou um Cara
gênero: Comédia
duração: 01 hs 27 min
ano de lançamento: 2005
site oficial: http://meutiomatouumcara.terra.com.br/

estúdio: Natasha Filmes / Casa de Cinema de Porto Alegre
distribuidora: Fox Film do Brasil
direção:
Jorge Furtado
roteiro: Jorge Furtado e Guel Arraes, baseado em livro de Jorge Furtado
produção: Paula Lavigne, Guel Arraes, Nora Goulart e Luciana Tomasi
música: Caetano Veloso e André Moraes
fotografia: Alex Sernambidesenho de produção: -->
direção de arte: Fiapo Barth
figurino: Rosângela Cortinhas
edição: Giba Assis Brasil

Elenco:
Lázaro Ramos .... Éder
Deborah Secco .... Soraya
Darlan Cunha .... Duca
Sophia Reis .... Isa
Renan Gioelli .... Kid
Aílton Graça .... Laert
Dira Paes .... Cléia
Sergio Lulkin .... Advogado Rogerio

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Casa Do Lago

Br: A Casa Do Lago
Pt: A Casa Da Lagoa



The Lake House é um filme americano de 2006, do gênero drama e romance, dirigido por Alejandro Agresti e com roteiro baseado no roteiro do filme Siworae de 2000, escrito por Ji-na Yeo e Eun-Jeong Kim.


Sinopse: Sentindo que chegou a hora de mudar de vida a Dra. Kate Forster (Sandra Bullock) deixa o trabalho no surbúbio de Ilinois e parte para um emprego em um agitado hospital em Chicago, mas exita em deixa para trás a casa que tem alugado - um refúgio espaçoso e de belo design, com janelas que abrem para um tranquilo lago. É simplesmente o lugar em que se sente ela mesma. É manhã de inverno de 2006.
A caminho da cidade, Kate deixa um bilhete na caixa de correio para o novo habitante da casa, pedindo-lhe que responda e explicando que as estranhas marcas de patas que ele verá na porta da frente já estava lá quando ela se mudou.
Quando o novo inquilino chega, vê algo totalmente diferente. Alex Wyler (Keanu Reeves), arquiteto talentoso, porém frustado que trabalha em uma construção perto de casa, encontra-a maltratada: empoeirada, suja, coberta de ervas daninhas. E sem qualquer sinal de patas.
A casa tem um significado especial para Alex. Numa época mais feliz, foi construída por seu distante pai (Christopher Plummer), arquiteto renomado que sempre priorizou o trabalho, deixando de lado a família. Alex sente-se em paz ali agora e decide restaurar a beleza original do imóvel. Ele desconsidera o bilhete de Kate até que, dias mais tarde, ao renovar a pintura, ele vê um cachorro pisar na tinta fresca, passando pela entrada da casa deixando marcas exatamente onde Kate tinha dito.
Intrigado, ele escreve para Kate, dizendo que ninguém habitara a casa antes dele e perguntando como ela poderia saber sobre o cão. Kate que partira uma semana antes, acha que ele está brincando com ela e devolve com outra carta. E acabam descobrindo que estão no mesmo dia porém com dois anos de diferença. À medida em que se correspondem revelam mais sobre si mesmos, segredos, dúvidas e sonhos, e assim se apaixonando.
Determinados a superar a distância que os separa e finalmente solucionar o mistério por trás dessa relação extraordinária, desafiam o destino marcado um encontro, mas ele acaba não aparecendo. Desiludida, Kate pede para que Alex não mande mais cartas e assim dois anos se passam. Kate com o namorado Morgan (Dylan Walsh), com quem já havia namorado antes e lhe apresentou a casa e seu cão que na realidade era de Alex antes, vão a uma empresa para que reformem uma casa, e acaba se encontrando com o irmão de Alex (Ebon Moss-Bachrach) e descobre que ele havia morrido dois anos atrás e ela pergunta aonde. E assim descobre que no dia 14 de fevereiro de 2006, quando ela estava em Dailey Plaza conversando com sua mãe, o homem que ela havia tentado ajudar em um acidente de carro era na realidade Alex.
Desesperada, ela vai até a casa do lago e escreve para que ele não apareça no Dailey Plaza para encontra-lá e que espere mais dois anos, pois ela estaria na casa do lago esperando por ele, sem respostas ela cai no choro, mas logo ouve um motor de carro se aproximando e era Alex.
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Elenco:
Keanu Reeves .... Alex Wyler
Sandra Bullock .... Kate Forster
Shohreh Aghdashloo .... Anna Klyczynski
Christopher Plummer .... Simon Wyler
Ebon Moss-Bachrach .... Henry Wyler
Willeke van Ammelrooy .... mãe de Kate
Dylan Walsh .... Morgan
Lynn Collins .... Mona
Mike Bacarella .... Mulhern
Cynthia Kaye McWilliams .... Vanessa
Nora Newbrough .... Marjorie
Jason Wells .... Costello
Scott Elias .... Doug
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Curiosidades:
* The Lake House foi o primeiro filme em língua inglesa dirigido pelo argentino Alejandro Agresti.
*
John Cusack era a primeira opção do diretor para interpretar o personagem Alex Wyler, mas ele recusou o papel.
* Foi o segundo filme em que Sandra Bullock e Keanu Reeves atuam juntos; o anterior foi em
1994, no filme Speed (Velocidade máxima, no Brasil).
* O endereço do apartamento de Kate, em 1620 Racine, é o mesmo em que morava o personagem de
Sean Connery em The Untouchables (Os intocáveis, no Brasil e em Portugal), filmado em 1987.
* Durante o filme há uma cena onde a personagem de Sandra Bullock joga
xadrez com o seucão, que vai indicando com a pata o movimento das peças; num dos lances, a personagem Kate elogia o cão, dizendo que ele fez uma excelente jogada.
* Há um pequeno erro de seqüência no filme. Em uma cena, numa festa, o personagem de Keanu Reeves (no ano de
2004) se encontra com a personagem de Sandra Bullock e eles dançam ao som da canção This Never Happened Before, de Paul McCartney. O erro é que na verdade o álbum Chaos and Creation at the Backyard, álbum onde está presente a música, só foi lançado no ano de 2005.
(em inglês)
Trailer Oficial:

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

1408

“Autor de livros paranormais, Mike Enslin está determinado a pesquisar um famoso quarto de hotel número 1408, em Nova York, onde há rumores de fenomenos sobrenaturais. Para tal ele deve-se hospedar no tal quarto. A sua ideia, claro, é provar que todas as história sobre o local não passam de mitos. Mas o escritor jamais viverá um terror como aquele.”

1408 é um filme de 2007 realizado por Mikael Håfström com interpretações de John Cusack e Samuel L. Jackson e história baseado em livro homônimo de Stephen King.


S i n o p s e: Baseado num dos livros de Stephen King, a história gira em torno de um escritor chamado Mike Enslin (John Cusack) especializado em livros sobre casos paranormais, ele é instigado a se hospedar no quarto 1408 do hotel Dolphin, em Nova York, onde muitas mortes já ocorreram. Porém ao chegar lá é alertado pelo gerente, o Sr. Olin (Samuel L. Jackson), para não entrar no quarto, mas por ser muito cético ele insiste e consegue as chaves do quarto, onde passará por experiências que nunca viveu antes.
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I n f o r m a ç õ e s T é c n i c a s:
* Título no Brasil: 1408
* Título Original: 1408
* País de Origem: EUA
* Gênero: Terror
* Classificação etária: 14 anos
* Tempo de Duração: 104 minutos
* Ano de Lançamento: 2007
* Estréia no Brasil: 02/11/2007
* Site Oficial: http://www.1408-themovie.com/
* Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
* Direção: Mikael Håfström
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E l e n c o:
John Cusack ... Mike Enslin
Samuel L. Jackson ... Gerald Olin
Mary McCormack ... Lily Enslin
Tony Shalhoub ... Sam Farrell
Jasmine Jessica Anthony ... Katie Enslin
Len Cariou ... Father
Isiah Whitlock Jr. ... Engineer
Paul Birchard ... Sr. Innkeeper
Margot Leicester ... Sra. Innkeeper
Walter Lewis ... Cashier
Eric Meyers ... Man One at Book Signing
David Nicholson ... Man Two at Book Signing
Holly Hayes ... Lady at Book Signing
Alexandra Silber ... Young Woman at Book Signing
Johann Urb ... Surfer Dude
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O n ú m e r o 1 3:
O filme possuí várias referências ao número 13, entre elas:

* O título do filme 1408, tem sua soma igual a 13: (1+4+0+8=13)

* O quarto 1408 fica no 13º andar, porque nos EUA é costume não existir o 13º andar, assim sendo o 14º andar é de fato o 13º

* De acordo com o gerente Olin, o hotel foi inaugurado em 1912: (1+9+1+2=13)

* Em uma das cenas, a temperatura do quarto mostra 45-40: (4+5+4+0=13)

* Mike abre a bíblia em Samuel 2 capítulo 11: (2+11=13)

* Quando Mike alerta Lily para chamar a polícia, diz que está no endereço 2254 Lexington: (2+2+5+4=13)

* Mike afirma ser fã do time de Basebol Chicago White Sox, o nome White Sox foi adotado em 1903: (1+9+0+3=13)

* Michael Enslin tem 13 letras.

* A música que toca no rádio do quarto, "We've Only Just Begun", é da banda The Carpenters cujo nome tem 13 letras.

* A música que toca no quarto, "We've Only Just Begun", tem 18 letras no nome, é da banda The Carpenters, tem 13 letras (1+8+1+3=13)
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C u r i o s i d a d e s:

* Stephen King se baseou nas reportagens do parapsicólogo Christopher Chacon para fazer 1408, devido ao fato de que o mesmo investigou um quarto mal-assombrado no hotel Del Coronado, Califórnia.

* Kate Walsh foi contratada para fazer o filme, mas teve que desistir do papel devido a conflitos em sua agenda com a série de TV em que atuava, "Grey's Anatomy". Devido a esse fato, contrataram Mary McCormack.

* US$ 25 milhões foi o orçamento do filme.
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T r a i l e r O f i c i a l:


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ó Paí, Ó


Ó Paí, Ó é um filme brasileiro do gênero comédia musical, lançado em 2007, dirigido por Monique Gardenberg e com roteiro baseado em uma peça de Márcio Meirelles. Tem como coordenador de trilha sonora Caetano Veloso. É estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, grupo que também encena o texto no teatro. É tambem o episodio piloto da série de TV do mesmo nome.


Sinopse: Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana (Luciana Souza). Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando. Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puni-los, cortando o fornecimento de água do prédio. A falta d'água faz com que o aspirante a cantor Roque (Lázaro Ramos); o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás) e sua esposa Maria (Valdinéia Soriano); o travesti Yolanda (Lyu Arisson), amante de Reginaldo; a jogadora de búzios Raimunda (Cássia Vale); o homossexual dono de bar Neuzão (Tânia Tôko) e sua sensual sobrinha Rosa (Emanuelle Araújo); Carmen (Auristela Sá), que realiza abortos clandestinos e ao mesmo tempo mantém um pequeno orfanato em seu apartamento; Psilene (Dira Paes), irmã de Carmen que está fazendo uma visita após um período na Europa; e a Baiana (Rejane Maia), de quem todos são fregueses; se confrontem e se solidarizem perante o problema.
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Ficha Técnica:
Título Original: Ó Paí, Ó
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial:
www.opaio.com.br
Estúdio: Dueto Filmes / Europa Filmes / Globo Filmes
Distribuição: Europa Filmes
Direção: Monique Gardenberg
Roteiro: Monique Gardenberg, baseado na peça teatral de Márcio Meirelles
Produção: Augusto Casé, Paula Lavigne e Sara Silveira
Música: Caetano Veloso e Davi Moraes
Fotografia: Eduardo Miranda
Direção de Arte: Vera Hamburger
Figurino: Bettine Silveira
Edição: João Paulo de Carvalho e Giba Assis Brasil

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Elenco:

Lázaro Ramos .... Roque
Stênio Garcia .... Seu Jerônimo
Wagner Moura .... Boca
Luciana Souza .... Dona Joana
Dira Paes .... Psilene
Érico Brás .... Reginaldo
Tânia Tôko .... Neusão da Rocha
Emanuelle Araújo .... Rosa
Rejane Maia .... Baiana
Lyu Arisson .... Yolanda
Valdinéia Soriano .... Maria
Jorge Washington .... Matias
Cássia Vale .... Mãe Raimunda
Auristela Sá .... Carmem
Virgínia Rodrigues .... Bioncetão
Edvana Carvalho .... Lúcia
Leno Sacramento .... Raimundinho
Cristóvão Silva .... Negócio Torto
Vinícius Nascimento .... Cosme
Felipe Fernandes .... Damião
Cidnei Aragão .... Peixe Frito
Mateus Ferreira da Silva .... Mateus
Nauro Neves .... Lord Black
Merry Batista .... Dalva
Natália Garcez .... Lia
Tatau .... Tatau
Telma Souza .... feirante
Jamile Alves .... professora
Gustavo Mello .... guarda
Nívea Pita .... fiel possuída
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Curiosidades:
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"Ó paí, ó" é uma gíria bastante usada na Bahia e em algumas regiões do Nordeste. É, na verdade, a contração de "olhe para isso aí, olhe!".
* A peça em que o filme foi baseada foi escrita como forma de protesto contra Antônio Carlos Magalhães, que expulsou os moradores do Pelourinho, para restaurá-lo.
* As cenas que se passam no Carnaval foram as primeiras a serem gravadas, com vários blocos, em 2006.
* Além deste filme, Lázaro Ramos e Wagner Moura já atuaram juntos em outros oito filmes.
* Neste filme pode-se ouvir um legítimo modo de falar soteropolitano (sotaque e vocabulário), muitas vezes confundido com o de outras regiões nordestinas.
* O filme ganhou uma série que foi lançada em 31 de outubro de 2008, dia do primeiro capítulo substituindo o horário de Guerra e Paz na Rede * A diretora Monique Gardenberg conheceu Vinícius Nascimento, intérprete de Cosme, por acaso no Pelourinho, após voltar a pé de uma visita a locações.
* Felipe Fernandes foi selecionado para o personagem Damião após passar por um teste no Teatro Senac do Pelourinho, em que participaram mais de 200 crianças. Esta seleção ocorreu apenas uma semana antes do início das filmagens.
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Trailer Oficial:


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bicho De Sete Cabeças


Bicho de sete cabeças é um filme brasileiro lançado em 2001, do gênero drama, dirigido por Laís Bodanzky, e com roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro auto-biográfico Cantos dos Malditos de Austregésilo Carrano Bueno.
O drama de um jovem em litígio com seu pai e que precisa suportar o dia-a-dia de um sistema manicomial. Com Rodrigo Santoro, Othon Bastos e Cássia Kiss.


Filme "Bicho de 7 Cabeças" é realizado combinando leis de incentivo com investimento estrangeiro.Bicho de 7 Cabeças, o longa-metragem de estréia da diretora Laís Bodanzky, foi realizado através de uma co-produção entre três produtoras brasileiras (Buriti Filmes, Dezenove Som e Imagens e Gullane Filmes) e com a participação da Rio Filme Distribuidora e a Fabrica Cinema, um importante centro de produção cinematográfico italiano mantido pela Benetton. O filme ainda teve a participação financeira da RAI (Radiotelevizzione Italiana) e da Fondation Montecinemaveritá (Suíça).Bicho de 7 Cabeças foi rodado entre fevereiro e abril de 2000 na cidade de São Paulo e finalizado de maio a outubro nos laboratórios da Cinecittá, usando para mixagem a tecnologia THX e o padrão Dolby Digital, em Roma, Itália.Com um custo de R$ 1,5 milhão, os recursos brasileiros foram captados através das leis de incentivo do Ministério da Cultura - Lei Audiovisual e Lei Rouanet. O investimento europeu representou aproximadamente 50% do custo de produção do filme.Com o filme totalmente pronto iniciaremos, ainda no ano 2000, as apresentações em Festivais e Mostras no Brasil e no exterior, para preparar o lançamento no circuito comercial brasileiro, previsto para o início de 2001.Neste momento, as produtoras responsáveis pela realização do Bicho de 7 Cabeças estudam, junto a Rio Filme, a estratégia de distribuição para fortalecer o lançamento e a comercialização deste filme no Brasil. A Fabrica Cinema irá conduzir a distribuição internacional do projeto.
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Sinopse: O filme conta a história de Neto, um jovem estudante de segundo grau - primeira interpretação de Rodrigo Santoro no cinema - que por dificuldade de comunicação com os pais - interpretados por Othon Bastos e Cássia Kiss - acaba vivenciando a violência do sistema de saúde mental brasileiro.Bicho de 7 Cabeças é uma tragédia doméstica que fala da intolerância e incomunicabilidade no seio de uma família de classe média e da prontidão dos mecanismos de repressão da sociedade brasileira.O sistema manicomial brasileiro é um aparato que há mais de cem anos cumpre com eficiência a função de vigiar e punir os pequenos "desvios" de conduta, aqueles que não caracterizam uma infração legal, mas não se adequam ao estreito código de valores da sociedade brasileira. O filme revela a maneira como esse sistema se legitima, institucionalizado numa perfeita simbiose com a máquina de corrupção. Revela ainda a violência dos métodos e o abuso dos medicamentos.Bicho de 7 Cabeças é um filme de ficção inspirado no livro Canto dos Malditos, do escritor curitibano Austregésilo Carrano Bueno, e roteirizado por Luiz Bolognesi.O filme marca a estréia da diretora Laís Bodanzky no longa-metragem. Antes de realizar este filme, Laís dirigiu o curta-metragem Cartão Vermelho em 1994, que, entre vários prêmios, ganhou Melhor Direção no FestRio e Prêmio da Crítica no Festival de Brasília; e co-dirigiu com Luiz Bolognesi, em 1999, o documentário Cine Mambembe, o Cinema Descobre o Brasil, vencedor do Prêmio Brasil de Melhor Documentário em 2000, Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado, 2o Melhor Documentário da América Latina no Festival de Cuba e Melhor Filme de Vanguarda no Festival Internacional de Cinema Latino em New York.Um dos responsáveis pelos efeitos sonoros do filme é Sérgio Basili, trabalhou em clássicos do cinema italiano como Il Sorpasso de Dino Risi, Roma e La Dolce Vita de Federico Fellini.
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Ficha Técnica:
Título Original: Bicho de Sete Cabeças
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 80 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2000
Estúdio: Buriti Filmes / Gullane Filmes / Dezenove Som / Imagens e Fábrica de Cinema
Distribuição: Riofilme
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luís Bolognesi
Produção: Maria Ionescu e Fabiano Gullane
Música: André Abujamra
Direção de Fotografia: Hugo Kovensky
Desenho de Produção: Caio Gullane
Direção de Arte: Marcos Pedroso
Edição: Jacopo Quadri e Letizia Caudullo
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Elenco:
Rodrigo Santoro .... Neto
Othon Bastos .... seu Wilson (pai de Neto)
Cássia Kiss .... mãe de Neto
Jairo Mattos .... enfermeiro Ivan
Caco Ciocler .... interno Rogério
Luis Miranda .... enfermeiro Marcelo
Valéria Alencar .... Leninha
Altair Lima .... dr. Cintra
Linneu Dias .... interno jornalista
Gero Camilo .... interno Ceará
Marcos Cesana .... interno Bil
Talita Castro ... Bel
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Curiosidades:
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O ator Rodrigo Santoro foi indicado à diretora Laís Bodanzky pelo ator Paulo Autran, que teve a oportunidade de ler o roteiro de Bicho de Sete Cabeças ainda antes do início das filmagens e que estava na época trabalhando com Santoro na minissérie da TV Globo "Hilda Furacão".
* Este é o 1º filme em que a diretora Laís Bodansky e a atriz Cássia Kiss trabalham juntos. O posterior foi Chega de Saudade (2008).
* Este é o 1º de 2 filmes em que Rodrigo Santoro e Cássia Kiss atuaram juntos. O posterior foi Não por Acaso (2007).
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Lisbela e o Prisioneiro

Lisbela e o Prisioneiro é um filme brasileiro de 2003, do gênero comédia romântica, dirigido por Guel Arraes. É uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins. O filme é uma produção da Globo Filmes e da Natasha Filmes, junto com o estúdio Twentieth Century Fox.

Conta a história do malandro, aventureiro e conquistador Leléu e da mocinha sonhadora Lisbela, que adora ver filmes norte-americanos e sonha com os heróis do cinema.
DIGITE O RESUMO DO POST

Sinopse: Lisbela está noiva e de casamento marcado, quando Leléu chega à cidade. O casal se encanta e passa a viver uma história cheia de personagens tirados do cenário nordestino: Inaura, uma mulher casada e sedutora (Virginia Cavendish, de O Cravo e a Rosa e Dona Flor e seus Dois Maridos) que tenta atrair o herói; um marido valentão e "matador", Frederico Evandro (Marco Nanini, de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil e O Auto da Compadecida); um pai severo e chefe de polícia, Tenente Guedes (André Mattos, de Como Nascem os Anjos); um pernambucano com sotaque carioca e gírias paulistas, Douglas (Bruno Garcia, de Os Maias e O Quinto dos Infernos), visto sob o prisma do humor regional; e um "cabo de destacamento", Cabo Citonho (Tadeu Mello, de Xuxa e os Duendes e Didi, O Cupido Trapalhão), que é suficientemente astuto para satisfazer os seus apetites.

Lisbela e Leléu vão sofrer pressões da família, do meio social e também com as suas próprias dúvidas e hesitações. Mas, em uma reviravolta final, cheia de bravura e humor, eles seguem seus destinos. Como a própria Lisbela diz, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece.
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Ficha Técnica:
Título Original: Lisbela e o Prisioneiro
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2003
Estúdio: Natasha Filmes / Fox Film do Brasil / Globo Filmes / Estúdios Mega
Distribuição: Fox Film do Brasil
Direção: Guel Arraes
Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado e Pedro Cardoso, baseado em peça teatral de Osman Lins
Produção: Paula Lavigne
Música: João Falcão e André Moraes
Fotografia: Uli Burtin
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Emília Duncan
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Elenco:
Débora Falabella - Lisbela de Nogueira e Lima
Selton Mello - Leléu Antônio da Anunciação
Virginia Cavendish - Inaura
Bruno Garcia - Douglas
Marco Nanini - Frederico Evandro
André Mattos - Tenente Guedes de Nogueira e Lima
Tadeu Mello - Cabo Citonho
Lívia Falcão - Francisquinha
Paula Lavigne - Sumara / Monga, a Mulher Gorila
Heloísa Périssé - Prazeres
Aramis Trindade - Juiz
Carlos Casagrande - Steve
Michelle Birkheuer - Marion
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Curiosidades:
* Lisbela e o prisioneiro foi o primeiro longa-metragem do diretor Guel Arraes feito especificamente para o cinema. Seus filmes anteriores, O Auto da Compadecida e Caramuru - A Invenção do Brasil, eram adaptações de minisséries exibidas pela Rede Globo.

* Uma lata com negativos originais do filme foi perdida no laboratório Mega Color, forçando que o diretor Guel Arraes rodasse novamente as cenas que ali estavam.

* Foi o sétimo filme mais visto em 2003 no Brasil, tendo levado 3.146.461 pessoas aos cinemas.

[trailer oficial] [Photo_Gallerie]

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Caramuru, A Invenção Do Brasil


O diretor Guel Arraes (O Auto da Compadecida) leva às telas a história do casamento de Caramuru, um jovem português que chega ao Brasil na época de seu descobrimento, e a índia Paraguaçu. Com Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco, Débora Bloch, Luís Mello, Diogo Vilela e Pedro Paulo Rangel.


Sinopse: Em 1º de janeiro de 1500 um novo mundo é descoberto pelos europeus, graças a grandes avanços técnicos na arte náutica e na elaboração de mapas. É neste contexto que vive em Portugual o jovem Diogo (Selton Mello), pintor que é contratado para ilustrar um mapa e, por ser enganado pela sedutora Isabelle (Débora Bloch), acaba sendo punido com a deportação na caravela comandada por Vasco de Athayde (Luís Mello). Mas a caravela onde Diogo está acaba naufragando ele, por milagre, consegue chegar ao litoral brasileiro. Lá ele conhece a bela índia Paraguaçu (Camila Pitanga) com quem logo inicia um romance temperado posteriormente pela inclusão de uma terceira pessoa: a índia Moema (Déborah Secco), irmã de Paraguaçu.


Ficha Técnica:
Título Original: Caramuru - A Invenção do Brasil
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2001
Estúdio: Globo Filmes
Distribuição: Columbia TriStar
Direção: Guel Arraes Roteiro: Guel Arraes e Jorge Furtado
Produção: Eduardo Figueira e Daniel Filho
Música: Lenine e Carlinhos Borges
Fotografia: Felix Monti
Direção de Arte: Lia Renha
Figurino: Cao Albuquerque
Edição: Paulo H. Farias


Elenco:
Selton Mello (Diogo Álvares, o Caramuru)
Camila Pitanga (Paraguaçu)
Déborah Secco (Moema)
Tonico Pereira (Itapararica)
Débora Bloch (Isabelle)
Luís Mello (Vasco de Athayde)
Pedro Paulo Rangel (Dom Jayme)
Diogo Vilela (Heitor)
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Curiosidades:
* Caramuru - A Invenção do Brasil é uma adaptação para o cinema da minissérie A Invenção do Brasil, exibida pela Rede Globo em 2000.
* A minissérie A Invenção do Brasil possui 2:40 hs, sendo que o filme Caramuru - A Invenção do Brasil possui 1:40 hs.
* Caramuru - A Invenção do Brasil é a segunda minissérie adaptada para o cinema pela Globo Filmes. A anterior fora O Auto da Compadecida.
* As filmagens de Caramuru - A Invenção do Brasil ocorreram em Portugal (Palácio de Queluz, Castelo de Leiria e Mosteiro da Batalha) e no Brasil (praia de Picinguaba, no litoral paulista).
* Foi inteiramente filmado no sistema de alta definição de imagem HDTV.
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Você Sabia?
Diogo Álvares Correia (Viana do Castelo, Portugal, 1475 — Tatuapara, Bahia, 5 de outubro de 1557) foi um náufrago português que passou a vida entre os índios do Brasil e facilitou seu contato com os primeiros administradores e missionários. Recebeu a alcunha Caramuru dos índios tupinambás. Considerado o fundador do município baiano de Cachoeira.
Caramuru foi o primeiro europeu a viver no Brasil, iniciando o longo processo de miscigenação que caracterizou a colonização portuguesa na América.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Alto Da Compadecida



O diretor Guel Arraes apresenta a divertida história de Chicó e João Grilo, uma dupla de nordestinos que se envolve em uma série de aventuras. Com Matheus Natchergaele, Selton Mello, Lima Duarte, Diogo Vilela, Marco Nanini e Denise Fraga.


Sinopse: No vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois nordestinos sem eira nem beira, andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, "o filme mais arretado do mundo". A sessão é um sucesso, eles conseguem alguns trocados, mas a luta pela sobrevivência continua. João Grilo e Chicó preparam inúmeros planos para conseguir um pouco de dinheiro. Novos desafios vão surgindo, provocando mais confusões armadas pela esperteza de João Grilo, sempre em parceria com Chicó, mas a chegada da bela Rosinha (Virgínia Cavendish), filha de Antonio Moraes (Paulo Goulart), desperta a paixão de Chicó, e ciúmes do cabo Setenta (Aramis Trindade). Os planos da dupla, que envolvem o casamento entre Chicó e Rosinha e a posse de uma porca de barro recheada de dinheiro, são interrompidos pela chegada do cangaceiro Severino (marco Nanini) e a morte de João Grilo. Todos os mortos reencontram-se no Juízo Final, onde serão julgados no Tribunal das Almas por um Jesus negro (Maurício Gonçalves) e pelo diabo (Luís Melo). O destino de cada um deles será decidido pela aparição de Nossa Senhora, a Compadecida (Fernanda Montenegro) e traz um final surpreendente, principalmente para João Grilo.
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Ficha Técnica:
Direção de Arte: Lia Renha
Figurino: Cao Albuquerque
Diretor de Fotografia: Felix Monti
Montagem: Paulo Henrique Farias
Direção de Produção: Eduardo Figueira
Produtor Associado: Daniel Filho
Baseado na obra de: Ariano Suassuna
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Elenco:
Matheus Nachtergaele . . . João Grillo
Selton Mello . . . Chicó
Virgínia Cavendish . . . Rosinha
Diogo Vilela . . . Padeiro
Denise Fraga . . . Dora
Rogério Cardoso . . . Padre João
Lima Duarte . . . Bispo
Marco Nanini . . . Cangaceiro Severino
Enrique Diaz . . . Capanga
Aramis Trindade . . . Cabo Setenta
Bruno Garcia . . . Vicentão
Luís Melo . . . Diabo
Maurício Gonçalves . . . Jesus Cristo
Fernanda Montenegro . . . Nossa Senhora
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Curiosidades:
* O Auto da Compadecida foi inicialmente produzida como uma minissérie de 4 capítulos, exibida na Rede Globo de Televisão em janeiro de 1998. Devido ao grande sucesso obtido, o diretor Guel Arraes e a Globo Filmes resolveram preparar uma versão para o cinema, que contém 100 minutos a menos que o tempo total da minissérie.
* Trata-se do primeiro filme feito inteiramente pela Globo Filmes, desde a idéia até seu desenvolvimento.
* O Auto da Compadecida foi filmado em Cabaceiras, no sertão da Paraíba, uma cidade próxima a Taperoá, cidade em que as aventuras de João Grilo e Chicó são retratadas na peça teatral de Ariano Suassuna.
* Apesar de já ter sido exibida gratuitamente na televisão, a versão para o cinema de O Auto da Compadecida foi um grande sucesso, tendo levado aos cinemas mais de 2 milhões de espectadores.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Diário De Uma Paixão



Um diário relembra os momentos de uma grande paixão vivida por uma mulher, que agora está internada em um asilo. Dirigido por Nick Cassavetes (Um Ato de Coragem) e com James Garner, Gena Rowlands, Joan Allen e James Marsden no elenco.


Sinopse: Numa clínica geriátrica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Alie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr. (James Marsden), que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.

Ficha Técnica:
Título Original
: The Notebook
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 121 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Site Oficial:
http://www.thenotebookmovie.com/
Estúdio: New Line Cinema / Gran Via / Avery Pix
Distribuição: New Line Cinema / Warner Bros.
Direção: Nick Cassavetes
Roteiro: Jeremy Leven, baseado em livro de Nicholas Sparks
Produção: Lynn Harris e Mark Johnson
Música: Aaron Zigman
Fotografia: Robert Fraisse
Desenho de Produção: Sarah Knowles
Direção de Arte: Scott Rittenour
Figurino: Karyn Wagner
Edição: Alan Heim
Efeitos Especiais: Custom Film Effects / Bob Shelley's Special Effects International Inc.


Elenco:
James Garner (Noah Calhoun)
Gena Rowlands (Allie Hamilton)
Rachel McAdams (Allie Hamilton - jovem)
Ryan Gosling (Noah Calhoun - jovem)
Joan Allen (Mãe de Allie)
Heather Wahlquist (Sara Tuffington)
Elizabeth Bond (Secretária)
Jamie Brown (Martha Shaw)
Nancy De Mayo (Mary Allen Calhoun)
Jennifer Echols (Enfermeira Irene)
Sylvia Jefferies (Rosemary)
Eve Kagan (Ellen)
Meredith Zealy (Maggie Calhoun)
James Marsden (Lon Hammond Jr.)



Premiações:
- Ganhou 2 prêmios no MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Revelação Feminina (Rachel McAdams) e Melhor Beijo (Ryan Gosling e Rachel McAdams). Foi ainda indicado na categoria de Melhor Atriz (Rachel McAdams).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alice No País Das Maravilhas

Alice in Wonderland, conhecido também como Tim Burton's Alice in Wonderland, é o novo filme de Tim Burton, baseado no clássico Alice no País das Maravilhas escrito por Lewis Carroll. O filme começou a ser rodado em maio de 2009 com data de estréia prevista para 5 de março de 2010.

O filme se passa 10 anos após a história original, com Alice já com 17 anos. O filme tem no elenco Mia Wasikowska como Alice, Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha e Anne Hathaway como a rainha branca.

Sinopse: As aventuras da jovem Alice, que cai em um mundo mágico, cheio de personagens estranhos e obscuros. Baseado na obra de Lewis Carroll.

Saiu, o primeiro teaser trailer do filme Alice no País das Maravilhas, do clássico da Disney dirigida por Tim Burton.

Nesta sequência da fantasia, Alice agora é adolescente. Aos 17 anos, durante uma festa vitoriana, ela descobre que será proposta em casamento e foge do local. Assim como no original, ela acaba seguindo um coelho branco e vai parar num buraco, onde volta ao país das Maravilhas, local que ela visitou há uma década atrás. O coelho se lembra da jovem, mas Alice não tem recordação de ter pisado naquele lugar antes. Enquanto isso, as criaturas do país das Maravilhas estão planejando uma rebelião contra a Rainha de Copas (Helena Bona Carter) e esperam contar com a ajuda de Alice novamente. Johnny Depp também participa, como o Chapeleiro Maluco.
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Informações Técnicas:
O novo Alice no País das Maravilhas tem estreia marcada para 5 de março de 2010 nos EUA e chega ao Brasil no mês seguinte, em 16 de abril.
Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Baseado na Obra de: Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas)
Gênero: Aventura/Fantasia
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Elenco:
Mia Wasikowska .... Alice
Johnny Depp .... Chapeleiro Maluco
Matt Lucas .... Tweedle-Dee e Tweedle-Dum
Geraldine James.... Lady Ascot
Helena Bonham Carter ... Rainha Vermelha
Anne Hathaway ... Rainha Branca
Alan Rickman ... Caterpillar
Timothy Spall ... The Bloodhound
Michael Sheen ... Coelho Branco
Christopher Lee ... The Jabberwock
Eleanor Tomlinson ... Fiona Chataway
Stephen Fry ... Gato Risonho (The Cheshire Cat)
Crispin Glover ... The Knave of Hearts

Captura de movimentos:
O diretor Tim Burton disse que o filme será uma mistura de live-action com 3D em captura de movimentos, mesma técnica usada no filme A Lenda de Beowulf. Sendo que, enquanto Alice estiver em nosso mundo será em live-action e quando descer pela toca do coelho será por captura de movimentos.
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Curiosidades:
• A história da associação de Walt Disney com os livros de Alice de Lewis Carroll (“Alice in Wonderland” e “Through the Looking Glass”) data até 1923, quando Disney ainda era um cineasta de 22 anos tentando alcançar a fama em Kansas City. Quando sua primeira série de desenhos, os Newman Laugh-O-Grams, não conseguiram recuperar seus custos de produção, o jovem produtor tentou criar outros curtas na esperança que um deles lhe traria sucesso. O último desses trabalhos em Kansas City se chamava “Alice’s Wonderland”, e apresentava uma menina de verdade (Virginia Davis) interagindo em um mundo de desenho animado. Dirigido pelo próprio Walt, o curta chamou a atenção da distribuidora independente M.J. Winkler, que decidiu distribuir uma série de “Alice Comedies” de Disney. E assim, de 1924 à 1926, o Disney Brothers Studio (que viria se tornar o Walt Disney Studios) produziu cerca de cinqüenta curtas da série Alice Comedies.

• Antes mesmo de BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937), Walt Disney planejava fazer de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS seu primeiro longa-metragem. Assim como nos curtas da série Alice Comedies dos anos anteriores, ele planejava usar uma combinação de filme real e animação para as cenas no País das Maravilhas. Em 1933, um teste em Technicolor foi filmado com Mary Pickford no papel de Alice. Essa primeira tentativa de Disney em produzir um filme de Alice foi eventualmente deixada de lado quando a Paramount lançou uma versão live-action de “Alice nos País das Maravilhas” estrelando Gary Cooper, Cary Grant e W.C. Fields em 1933.

• Após a tentativa inicial na década de 30, Walt Disney não abandonou a idéia de fazer um filme de Alice. Depois de seu enorme sucesso com BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, Walt Disney registrou oficialmente o título “Alice in Wonderland” com a MPAA (Motion Picture Association of América) em 1938. Embora trabalho preparatório tenha começado imediatamente para ALICE, a devastação econômica da Segunda Guerra Mundial, assim como as exigências das produções de PINÓQUIO, FANTASIA e BAMBI novamente adiaram o projeto.

• Após a guerra, em 1945, Walt Disney propôs uma versão animada/live-action de “Alice no País das Maravilhas” que iria estrelar Ginger Rogers e utilizaria as técnicas vistas em VOCÊ JÁ FOI À BAHIA? (The Three Caballeros, 1945). Esta tentativa também foi deixada de lado e, em 1945, foi iniciado o trabalho em uma versão totalmente animada da história que teria sua direção de arte altamente baseada nas famosas ilustrações de Sir John Tenniel. Esta versão à fase de storyboard, mas acabou sendo rejeitada por Walt, que imaginava em outra versão proposta de “Alice” misturando live-action e animação e que estrelaria Luanna Patten (a estrela Disney de A CANÇÃO DO SUL e MEU QUERIDO CARNEIRINHO). No final dos anos 40, o trabalho foi seguido em uma versão totalmente animada de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, com maior foco em comédia, música e espetáculo visual, ao contrário da fidelidade rígida aos livros. Finalmente, em 1951, Walt Disney lançou sua versão de ALICE aos cinemas – dezoito anos após discutir suas primeiras idéias para o filme quase trinta anos após ter feito suas Alice Comedies.

• Como os personagens dos livros de Lewis Carroll eram tão conhecidos, em parte devido às fantásticas ilustrações do livro original por Sir John Tenniel, o sentimento original dos artistas Disney era que eles mal poderiam ser alterados na transição das páginas para as telas. Mas os personagens foi “Disneyficados” – para a alegria de alguns e para o horror dos puristas de Carroll.
• Uma das maiores dificuldades enfrentadas durante a produção era a grande quantidade de personagens que aparecem nos livros de Lewis Carroll. Cerca de oitenta individuais, humanos e animalescos, aparecem na fantasia das obras. Meramente os introduzindo, um após o outro com um minuto para cada, teria abarrotado a duração de um filme animado tradicional. Walt então percebeu que uma boa edição seria necessária. Algumas das criações de Carroll, como o Gryphon e a Mock Turtle, foram consideradas muito melancólicas. Humpty Dumpty foi considerado muito falador. Outros foram combinados por questões de economia em um único personagem, como as diversas rainhas se unindo com a Duquesa para se tornar a temível Rainha de Copas. Ao total, o filme conseguiu a incrível tarefa de espremer quase metade dos personagens originais e ainda apresentando uma nova personagem: a Maçaneta, a única personagem do filme que não aparece em nenhum dos livros de Lewis Carroll.

• Assim como em BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES e CINDERELA, uma versão completa do filme foi rodada com atores de carne-e-osso foi filmada para consulta dos animadores (apresentando a maioria dos atores que fizeram as vozes do filme). O longa-metragem resultante levou cinco anos para completar ao custo estimado de $3 milhões de dólares.

• Em um esforço para reter alguns dos versos e poemas imaginativos de Carroll, Disney convocou compositores e letristas de fama para compor canções em volta deles e usá-los no filme. Durante os anos em que o filme esteve em produção, um número recorde de cerca de 30 canções foi escrita para o filme, sendo que muitas acabaram não sendo usadas.

• ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS apresenta o maior número de canções do que qualquer filme Disney, mas como algumas duram apenas alguns segundos, este fato é freqüentemente ignorado.

• Originalmente, Alice iria cantar uma canção diferente de “In a World of My Own”. Seria uma balada lenta chamada “Beyond the Laughing Sky”, e era uma canção sobre Alice sonhando de um novo mundo, um mundo melhor que o seu, no mesmo espírito de “Somewhere Over the Rainbow” cantada por Dorothy Galé em O MÁGICO DE OZ (1939). No entanto, Kathryn Beaumont teve dificuldades em cantar a canção, e foi decidido que começar o filme com uma balada lenta poderia cansar a platéia. A canção foi substituída pela mais animada “In a World of My Own”. Ainda assim, “Beyond the Laughing Sky” não foi colocada totalmente na lixeira: suas letras foram reescritas e a canção se tornou “The Second Star to the Right” de PETER PAN.

• Em uma cena cortada do filme Alice teria um encontro com um monstro chamado Jabberwock (que teria a voz de Stan Freberg), do poema de Lewis Carroll “Jabberwocky”. A seqüência foi rejeitada por Walt, ou porque diminuía o ritmo do filme ou por medo de que ela fosse muito assustadora. No entanto, elementos de “Jabberwocky” ainda continuam no filme: a canção do Gato Risonho “Twas Brilling” consiste da estrofe inicial; e a seqüência em Tulgey Wood, que inclui ao menos uma das criaturas mencionadas no poema, os Mome Raths.

• Os peixes que assistem a Morsa enganar as Ostras para fora da água são os mesmos peixes que assistem Pinóquio procurar por Monstro, a baleia em PINÓQUIO (1940).

• Kathryn Beaumont, que é a voz de Alice no filme, também narra a atração “Alice in Wonderland” na Disneyland. • Sterling Holloway, que fez a voz do Gato Risonho, interpretou o personagem Sapo na versão de 1933 de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS.

• O primeiro filme Disney em que os atores recebem crédito ao lado dos personagens aos quais emprestaram suas vozes. Isso não ocorreria novamente até MOGLI: O MENINO LOBO (1967). ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS também o primeiro filme animado da Disney a ter créditos finais, e seria o único até O CALDEIRÃO MÁGICO (1985).

• O filme levou cinco anos para ficar pronto, mas esteve em desenvolvimento por cerca de dez anos antes de entrar em produção ativa. • ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS foi o primeiro filme no qual Walt pôde fazer uso da então nova mídia da televisão para divulgar um filme. Na véspera de Natal de 1950, foi ao ar o primeiro programa de televisão de Walt: “One Hour In Wonderland”. Patrocinado pela Coca-Cola, o programa era apresentado pelo próprio Walt e contava com a participação especial de Edgar Bergen e seus bonecos Charlie e Mortimer (que os fãs Disney conhecerão de COMO É BOM SE DIVERTIR) e Kathryn Beaumont, a voz de Alice. A última parte do programa foi dedicada à ALICE, com a exibição da cena da festa do Chapeleiro Louco e da Lebre Maluca.

• Todas as decisões criativas tomadas por Disney relacionadas às obras originais foram recebidas com grande crítica pelos admiradores de Lewis Carroll, assim como por críticos britânicos de cinema e literatura que acusaram Walt de “americanizar” um grande trabalho literário inglês. Walt não ficou surpreso pela reação fria ao filme – sua versão de “Alice no País das Maravilhas” havia sido feita para o grande público familiar, e não para críticos literários – mas apesar dos muitos anos de esforços, o filme foi um fracasso nas bilheterias (mesmo após o grande sucesso de CINDERELA no ano anterior).

• Anos após o lançamento de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS no cinema, Walt expressou seu descontentamento com o filme, dizendo que o filme “não tinha coração”.

• Walt Disney sempre foi relutante à idéia de exibir seus filmes animados na televisão, mas como ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS foi uma das suas maiores decepções de bilheteria, ele permitiu que o filme fosse exibido em seu programa de TV semanal. ALICE foi o primeiro filme animado da Disney a ser mostrado na televisão, aparecendo no segundo episódio da série Disneyland, editado para caber no tempo de 1 hora. Por anos o filme pôde apenas ser assistido na televisão, até que em 1974 a Disney finalmente o relançou nos cinemas devido à demanda do público.

• Embora o filme tenha sido um fracasso de bilheteria quando lançado nos cinemas em 1951, vários anos depois ele se tornou o filme Disney mais requisitado para cópias de locação em 16mm para universidades e escolas. Em 1974, o estúdio tomou nota desse fato, recolheu diversas cópias de locação, e relançou o filme nacionalmente nos cinemas. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, inicialmente negligenciado por público e crítica, passou a ser admirado como um “filme cabeça” por uma nova geração por suas imagens coloridas e psicodélicas. Hoje o filme alcançou o status de cult e é visto com bons olhos entre os fãs de animação.
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