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sábado, 8 de maio de 2010

O bom e velho Capitalismo

O que dizer sobre ele, O CAPETAlismo? Cada um tem o seu, cada o faz ser vivo, mas todos o criticam.

Algumas das melhores definições foi da Desciclopédia, tão irreverente, porém tão certeiro quanto qualquer livro que o descreva.







Capitalismo Ideal: Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!

  • Capitalismo Americano: Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre. Então você invade um país árabe dizendo que eles ameaçam a democracia mundial porque têm armas de destruição em massa, e rouba as vacas deles.
  • Capitalismo Francês: Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.
  • Capitalismo Canadense: Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.
  • Capitalismo Japonês: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produz 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
  • Capitalismo Italiano: Você tem duas vacas. Uma você mata, quando tenta forçar ela e fabricar queijo diretamente da teta e com a outra você resolve experimentar salame de vaca. Vende o salame de vaca para todo o mundo e fica rico.
  • Capitalismo Britânico: Você tem duas vacas. As duas são loucas.
  • Capitalismo Holandês: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.
  • Capitalismo Alemão: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
  • Capitalismo Russo: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você para de contar e abre outra garrafa de vodca.(Essa campanha é patrocinada pela Reversal Russa. "Na União Soviética, 2 vacas tem você!")
  • Capitalismo Suíço: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.
  • Capitalismo Espanhol: Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
  • Capitalismo Polonês: Você tem duas vacas. Seu time perde, você bebe, briga com as duas e as mata.
  • Capitalismo Português: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce...
  • Capitalismo Chinês: Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.
  • Capitalismo Hindu: Você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas.
  • Capitalismo Mexicano: Você tem duas vacas, sobe em uma e vai para os EUA.
  • Capitalismo Etíope: Você não tem duas vacas.
  • Capitalismo Sul-Coreano: Você tinha duas vacas, com a divisão das Coreias, você passou a ter apenas uma. Então os Americanos doam 3 mil vacas para você fazer inveja no seu vizinho do norte.
  • Capitalismo Porto-Riquenho: Você não tem duas vacas, mas é cidadão estadunidense.
  • Capitalismo Palestino: Você tem duas vacas. Os judeus as tomam e te dão uma codorna pra você criar na faixa de gaza.
  • Capitalismo Judeu: Você tem duas vacas. Vende uma, recebe o dinheiro e não a entrega. Quando o comprador vai reclamar, você o chama de anti-semitista, nazista e continua com a vaca.
  • Capitalismo Iraquiano: Você tinha duas vacas. Com a invasão dos EUA você perde uma. Então troca sua única vaca por um carro bomba e mata aqueles filhos da puta.
  • Capitalismo Gaúcho: Você tem duas vacas. As vende e compra carne de vaca argentina.
  • Capitalismo Argentino: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você vende uma delas para os gaúchos, e a outra você faz um churrasco de final de ano pros diretores do FMI.
  • Capitalismo Brasileiro: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro e botões, presumia que você tivesse 200 vacas e você vende a vaca restante para pagar as multas e os acréscimos legais e ainda adere ao programa do governo chamado REFIS para parcelar o restante da dívida com atualização da TR mais juros por 120 meses.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Fim Dos Sacoleiros

O ambulante paulista Walter Negrão fala com saudades da época em que o Paraguai era sua principal fonte de renda:

- A profissão de sacoleiro já deu muito dinheiro, principalmente de 1990 a 1993, mas depois começou a cair. Uma televisão no Brasil custava R$ 800, mas você conseguia comprar no Paraguai por R$ 200. Então o lucro era grande.

Negrão era dono de supermercado, mas após o confisco da poupança durante o governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992), faliu. Com pouco dinheiro, resolveu ser sacoleiro. Ele mudou para Foz do Iguaçu, cidade paranaense que faz fronteira com Ciudad del Leste, no Paraguai. E conseguiu se recuperar revendendo eletroeletrônicos importados para os brasileiros. Para ele, os sacoleiros ajudaram a derrubar o preço dos eletroeletrônicos no país.

- Havia os privilegiados que podiam viajar para fora e comprar os produtos mais baratos. Mas o povo tinha que pagar caro se quisesse ter uma televisão, uma batedeira. E com os sacoleiros as empresas perceberam que não podiam mais cobrar aqueles preços.

Essa fartura, porém, não durou muito.

- A abertura da economia brasileira, a adoção de uma moeda forte (o real) e a chegada dos produtos chineses deixaram para trás os produtos "made in Paraguay" - explica a professora de macroeconomia brasileira Cristina Helena Mello, da PUC-SP.

Hoje a atividade de sacoleiro é "muito menor", segundo Negrão. Ele diz que a chamada Lei dos Sacoleiros, que entrou em vigor em setembro e permite que pequenos importadores abram empresas e paguem um posto fixo de 25% em cima das mercadorias, chegou tarde demais. Além disso, ela depende de estruturas da Receita Federal para "pegar".

- A maioria dos brasileiros que vão a Ciudad del Leste buscam produtos de ponta, que são mais caros no Brasil. Lente de contato, coisas de computador. Mas hoje os produtos vão para o Brasil de barco, de avião, não são mais trazidos em sacolas.

Quanto ao tamanho desse comércio, não é possível ter números exatos, mas a Receita Federal em Foz do Iguaçu apreendeu US$ 3,4 milhões (R$ 6,1 milhões) em agosto, sendo que os veículos e os cigarros tiveram destaque. Os cigarros são US$ 886,1 milhões (R$ 1,5 bilhão) do valor total.

fonte: www.r7.com

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