02. 03.
Keine Ahnung was ich hier mache, trotzdem bin ich hier...

domingo, 16 de maio de 2010

Asneiras Ratzingerianas



“(...) A AIDS é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, pois podem aumentar os problemas. O uso do preservativo é a prova de que a sociedade não quer um compromisso com Deus. (...)”



Essa declaração foi feita pelo Papa Bento XVI, para variar, mais uma para a lista de declarações inconsistentes, inconscientes e completamente dispensáveis feitas por ele, que insiste na regressão universal e no bloqueio cerebral da sociedade.
Um Ser Humano tão influente, que isso fique claro, nada mais do que um ser humano, assim como qualquer mortal, poderia levar mensagens de paz, harmonia num mundo no qual a vida capitalista junto à desinformação faz tantas vítimas, mas em vez disso, o tal “sábio” vai à África, continente cujas estatísticas indicam que o HIV é o maior devastador da vida local, um continente no qual é tão difícil vencer os problemas devido à falta de recursos, às complicações políticas e a falta de informação, e sem pensar no que fala, diz que “usar camisinha é perda de tempo, pois a vontade de Deus quando ocorre um ato sexual, deve ser respeitada.” – Neste caso a vontade do bom Deus seria que todos os africanos, e o resto do mundo, morram de AIDS? Vai saber.
Tudo isso sem falar em outras “Palavras de Sabedoria” desse digníssimo ignorante, as quais também já causaram grandes problemas. Numa era, na qual se luta com tanta força para aceitação dos Homossexuais pela sociedade como seres humanos, este senhor de cabeça feudal e postura mais do que ultrapassada, mais uma vez mostrando-se mal-informado, declara ao mundo que “(...) o casamento gay é um potente atentado à paz mundial, assim como as guerras e seus ditadores (...)”. Quer dizer que você demonstrar amor por outra pessoa do mesmo sexo – não importa o tipo de amor, é amor sempre – na verdade você está sendo considerado um terrorista, que prende seus espermas em campos de extermínio e matam as famílias como se fossem judeus. Sem dúvida essa afirmação ficou no topo da lista de “Asneiras Ditas Em Público”, ao menos até ele dizer, novamente em público, que as missas católicas devem ser rezadas em latim, para que a cultura não fosse esquecida. – Se pouco se entende numa missa rezada em português, em latim seria fenomenal! Mais uma conclusão “ratzingeriana” digna de um prêmio.
A verdade é que Bento XVI comporta-se como um “bebê crescidinho”, longe do ideal para ser um Papa, um influente, ou até mesmo um simples cidadão. Tudo leva a crer que viver em sociedade o incomoda e quer constantemente fixar que o certo é agir como se o tempo não tivesse passado e que nossos avós sim, eram cidadãos cristãos exemplares e nós não passamos de degenerados da nova era. A igreja, sempre seguindo uma linha paralela, por vezes adjacente, à história, cometeu erros graves a ponto de ter que se desculpar ao mundo formalmente. Quando pensamos no Papa, seja quem for que esteja lá, somos incapazes de imaginar que alguém no lugar dele concordaria em queimar pessoas vivas na Santa Inquisição, aceitar que negros fossem escravizados ou se omitir a frente da força nazi-fascista no mundo para não perder o poder, mas tudo isso é fato. Não dá para saber como teria sido diferente a história se não fosse a presença da igreja em milhares de eventos desastrosos da humanidade, mas podemos fazer diferente daqui para frente. Cabem aos críticos, céticos, e cristãos separar a imagem do homem da imagem de Deus, ou do que acredita ser algo maior, pois em uma igreja que tenta atravessar os séculos mantendo-se viva, tomar decisões medianas é uma tremenda antítese.

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